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Aliados de Bolsonaro criticam Datafolha e Ibope após queda de candidato


Após uma queda desempenho de Jair Bolsonaro (PSL) nas pesquisas de intenção de voto, o presidente do partido do presidenciável, Gustavo Bebianno, voltou a criticar o Datafolha.

"Nós continuamos não acreditando nas pesquisas. Principalmente no Datafolha. O Datafolha é do sistema Folha [Grupo Folha] e nós não acreditamos nem no sistema Folha, nem no instituto de pesquisa Datafolha. A matéria que foi feita recentemente falando das fake news foi uma fake news produzida pelo principal jornal do Brasil. É uma vergonha", afirmou na manhã desta sexta-feira (26).

Bebianno se refere a reportagem, publicada na semana passada, que mostra a atuação de empresários apoiadores de Bolsonaro na compra de pacotes de mensagens de WhatsApp para disseminar material antipetista. A prática é ilegal e tornou-se alvo de investigações no âmbito da Justiça eleitoral.

A resposta do presidente do PSL se deu após questionamento sobre mudança de estratégia da campanha com a divulgação de novas pesquisas.

Levantamento do Datafolha divulgado na noite de quinta-feira (25) mostra que Bolsonaro passou de 59% para 56% dos votos válidos. Fernando Haddad (PT) apareceu com 44%, contra 41% da pesquisa anterior.

A rejeição do candidato do PSL subiu de 41% para 44% e a do petista oscilou de 54% para 52%.

Pesquisa Ibope de terça-feira (23) também já mostrava um cenário mais desfavorável para o capitão reformando. Ele, contudo, mantém a liderança nos cenários apontados pelos dois institutos.

As críticas aos institutos de pesquisa por aliados de Bolsonaro não se restringiram à fala de Bebianno.

Em vídeo, o general da reserva Augusto Heleno, escolhido como ministro da Defesa em um eventual governo do PSL, também os criticou.

Para ele, Datafolha e Ibope estão a serviço de grupos de comunicação que produziram contra o capitão reformado a campanha "mais parcial e sórdida da história da República brasileira".

"Alguém tinha dúvida de que as últimas pesquisas do Datafolha e do Ibope iam aproximar os dois candidatos para parecer que é possível uma virada?", questionou.

Para o militar, uma virada neste momento é quase impossível. "Nós vamos assistir de novo à desmoralização dos institutos de pesquisa", disse.

ESTRATÉGIA

Apesar das críticas aos institutos, os dados apontados nas pesquisas fizeram com que a campanha mudasse de estratégia nos últimos dias. Até então, o cenário de ampla vantagem fazia com que a cúpula do PSL apostasse em 'jogar parado', falando o mínimo possível.

Na semana passada, Bolsonaro chegou a declarar que estava "com a mão na faixa". Essa piora, na visão de aliados do capitão reformado, pode ter ocorrido pela divulgação da reportagem da Folha sobre as mensagens no WhatsApp e pela circulação de um vídeo em que um dos filhos do presidenciável, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), fala em fechar o STF (Supremo Tribunal Federal).

Bolsonaro fez uma transmissão ao vivo no Facebook, na noite de quarta (24), pedindo para que seus aliados não se desmobilizassem e se concentrassem na eleição nacional, deixando de lado as disputas por governos dos estados. Desde então, a mensagem passada por ele e por seus principais aliados é de que a mobilização seja mantida e que a eleição não está ganha. Com informações da Folhapress.

26 out 2018


Por Redação
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