Anuncie

EUA não terão escolha a não ser 'destruir totalmente' a Coreia do Norte, diz Trump na ONU


NOVA YORK, EUA - O presidente americano Donald Trump disse na manhã desta terça-feira, 19, na Organização das Nações Unidas (ONU) que os EUA não terão outra escolha que não “destruir totalmente” a Coreia do Norte, caso sejam obrigados a defender a si ou a seus aliados da ameaça nuclear representada pelo regime de Kim Jong-un. Ele também falou sobre Venezuela e disse que país está a beira do caos.

A declaração sobre Pyongyang provocou murmúrios na plateia de líderes mundiais reunidos em Nova York para a Assembleia-Geral da organização. “Esperamos que isso não seja necessário. É para isso que a ONU existe", afirmou. Mas o republicano alertou: “A Coreia do Norte tem de reconhecer que a denuclearização é seu único futuro aceitável."

Em discurso agressivo de 40 minutos, ele também atacou o Irã e disse que o acordo sobre o programa nuclear do país - fechado por seu antecessor, Barack Obama - é “embaraçoso” para os EUA. Segundo ele, o governo de Teerã é uma “ditadura corrupta” com uma falsa fachada de democracia. Trump acusou a república islâmica de exportar caos e violência, de apoiar grupos terroristas e de realizar ameaças abertas contra os EUA e seu principal aliado no Oriente Médio, Israel.

Na América Latina, os alvos de Trump foram Cuba e Venezuela. O presidente americano afirmou que seu governo não levantará mais sanções contra Havana enquanto o governo de Raúl Castro não tomar medidas que levem a mudanças políticas na ilha. O republicano afirmou ainda que a “ditadura socialista” do venezuelano Nicolás Maduro destruiu um país que era próspero e levou população à miséria e à fome. “Peço a cada país representado aqui hoje que esteja preparado para fazer mais para enfrentar essa crise política.”

 

Em seu primeiro discurso à Assembleia-Geral, Trump promoveu sua visão nacionalista traduzida no slogan “América em Primeiro Lugar”. Em vários momentos do pronunciamento ele defendeu a soberania das nações e fez um ataque direto ao mecanismo fundamental de funcionamento do multilateralismo: a submissão a acordos e instituições multilaterais.

Fiel à sua retórica de campanha, ele apresentou o sistema como responsável pela suposta decadência da classe média dos EUA. Seu rechaço ao multilateralismo teve a mais contundente manifestação com sua decisão de abandonar o Acordo de Paris sobre mudança climática.

Abandonando a posição tradicional de Washington de promover valores ocidentais, como democracia e respeito aos direitos humanos, Trump defendeu o respeito a diferentes formas de governo e diferentes culturas. Em sua opinião, apenas nações soberanas “fortes” que trabalham juntas podem garantir a estabilidade global. “Na América, não buscamos impor nosso modo de vida a ninguém”, afirmou. Ele ressaltou que seu país prefere ser um exemplo a ser seguido. 

O presidente americano se referiu a Kim como "o homem-foguete em uma missão suicida"

Antes de Trump, o brasileiro Michel Temer discursou e falou sobre o desarmamento nuclear, manifestou-se contra o nacionalismo exacerbado e o protecionismo, e promoveu a acolhida de imigrantes e refugiados.

20 set 2017


Por Redação

Artigos Recentes

PT já reavalia cenário para candidatura de Lula

PT já reavalia cenário para candidatura de Lula

em Política

Para o partido, a possibilidade mais concreta de ele ser candidato é recorrendo a instâncias como o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Supremo Tribunal Federal (STF)

Temer não terá alta hoje e posse de Marun é adiada, diz Planalto

Temer não terá alta hoje e posse de Marun é adiada, diz Planalto

em Política

Presidente deu entrada no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, na última quarta-feira (13), para ser submetido a um procedimento de desobstrução da uretra

Casa do técnico do PSG é roubada e até camisas de Neymar são levadas

Casa do técnico do PSG é roubada e até camisas de Neymar são levadas

em Esporte

Além das camisas com o nome do craque brasileiro, foram roubados também um Rolex e duas bolsas Chanel

CNI vê a economia em crescimento moderado e estima PIB de 1,1% este ano

CNI vê a economia em crescimento moderado e estima PIB de 1,1% este ano

em Economia

De acordo com a CNI, as eleições de 2018 terão impacto econômico.

Anuncie