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Inquérito-mãe da Lava Jato levanta questão pragmática em Sérgio Moro


O juiz federal Sergio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato no âmbito de Curitiba/PR, mandou a Polícia Federal não arquivar o ''inquérito-mãe'' da Lava Jato. O primeiro processo que deu origem à maior investigação anti-corrupção do Brasil foi aberto de 8 de novembro de 2013. De lá pra cá, a Lava Jato se deflagrou em várias fases desencadeando a prisão de vários empresários e políticos brasileiros da alta sociedade.

Os escândalos da Petrobras se iniciaram colocando o doleiro Alberto Youssef como alvo. A investigação partiu de desvio de dinheiro de cerca de R$ 1,4 milhão envolvendo o falecido ex-deputado federal José Janene (PP-PR).

Dois meses após as descobertas se iniciava um Grupo de Trabalho em que policiais atuavam de forma exclusiva na força-tarefa da Lava Jato.

Em despacho de 27 de setembro, Sérgio Moro enfatizou que a Polícia Federal deseja o arquivamento do inquérito.O delegado Igor Romário de Paula é quem decidiu arquivar o inquérito-mãe, afirmando que as ações penais em primeira instância já haviam sido concluídas.

No entanto, Moro diz que foi a partir desse inquérito que demandaram vários outros processos de forma centralizada, e com isso não seria oportuno o arquivamento por conta de ''questão pragmática''. Ao que tudo indica, manter o inquérito em aberto poderá ajudar a Lava Jato de alguma forma, sendo ele a ''base'' de todo o processo.

O primeiro inquérito foi aberto pelo delegado Márcio Adriano Anselmo, a operação nasceu de uma escuta telefônica autorizada por Sérgio Moro envolvendo o doleiro Carlos Habib Chater, o dono do Posto da Torre.

Na ocasião, Moro afirmou que depois da interceptação telefônica, as investigações atribuíram crimes a terceiros, desencadeando no escândalo da Petrobras.

Desmonte na operação

O encerramento do inquérito-mãe tem caráter simbólico, mas aconteceu após manifestações de policiais federais que sinalizaram um desmonte da equipe de investigação. Devido ao governo do presidente Michel Temer, o Ministério Público Federal e policiais não ficaram satisfeitos com o desmanche da equipe, prejudicando o andamento da Lava Jato.

A equipe contava com nove delegados, porém agora só restam quatro. No ano passado, membros da PF afirmaram que delegados que integravam exclusivamente os trabalhos da Lava Jato foram para a Delecor (Delegacia de Combate à Corrupção e Desvio de Dinheiro). Delegados que antes eram exclusivos agora atuam com outros casos que não têm relação com a Petrobras, não sendo mais exclusivos nas investigações.

07 jan 2018


Por Redação
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