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Luiz Marinho pede 'Lula Livre' e ouve gritos de 'Bolsonaro'


"Meu nome é Luiz Marinho, eu fui ministro do Trabalho do governo Lula. Na época quem queria trabalhar tinha emprego." Assim o candidato do PT ao governo de São Paulo se apresentava a comerciantes, ambulantes e transeuntes na rua 25 de Março, polo de comércio popular no centro de São Paulo.Era recebido ora com entusiasmo, ora com indiferença, ora com provocações.

No início da caminhada, por volta das 10h desta terça-feira (19), ambulantes próximos à aglomeração petista gritavam "Bolsonaro".

Vez por outra ao longo do trajeto surgiam gritos de "Viva o Mito", referência a Jair Bolsonaro (PSL), líder na corrida presidencial que simboliza o voto antiesquerda.

Petistas e bolsonaristas chegaram a bater boca em alguns trechos, mas o bom humor e a civilidade prevaleceram de ambos os lados.

No mesmo espírito, quando Marinho e equipe entraram em uma loja, um vendedor prestou continência -também em referência a Bolsonaro, capitão reformado. Disse depois não ter candidato, que fez o gesto por brincadeira para espantar os políticos que passam por ali.

Mas Marinho e petistas que o acompanhavam também foram recebidos com abraços, beijos e pedidos de fotos por parte de simpatizantes. Sobretudo Eduardo Suplicy, candidato ao Senado, era saudado com manifestações de carinho.

Espécie de embaixador do PT, descrevia o currículo de Marinho e pedia votos para o time do partido."Para presidente, Fernando Haddad. Governador, Luiz Marinho. Para as vagas do Senado, Jilmar Tatto e, se confiar em meu trabalho e julgar que eu mereço, vote em mim também", dizia, em tom humilde, a pessoas na rua.

Seguindo a estratégia de associar seu nome ao de Lula, Marinho retomou o discurso de que Lula foi condenado e retirado injustamente das eleições."Tiraram o Lula da campanha numa perseguição implacável. Mas hoje o Haddad fala por Lula, fala por nós e será o próximo presidente."

Aos jornalistas Marinho disse que a geração de empregos será um dos focos de seu governo -seu plano de governo fala em 2 milhões de vagas. "Queremos gerar emprego em todas as áreas. Vamos analisar as isenções, se estão gerando empregos no estado ou só prejuízos para os cofres públicos. Eu posso oferecer minha experiência. Por onde passei fiz coisas. Como ministro de Lula, ajudei a criar empregos, aumentamos o salário mínimo."

O candidato também lançou ataques a seus principais oponentes na eleição."Os tucanos estão há 24 anos no governo de São Paulo, 24 anos de retrocesso. João Doria, então, nem se fala. Enganou a cidade, traiu seu eleitor, se demonstrou um péssimo gestor público. Paulo Skaf, do MDB, apoiou o golpe, o desmonte da legislação trabalhista, prejudicou a geração de empregos, e agora vem falar que vai criar empregos. Já Márcio França está há oito anos no governo -foi secretário, vice e agora governador. Não conseguiu influenciar nada no governo do PSDB? É herdeiro da tragédia."

Dentre os três, Doria foi o mais criticado. A coligação de Marinho entrou com uma liminar no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo contra uma propaganda do tucano que utilizava imagens de escolas e clínicas dos Estados Unidos e Rússia para ilustrar feitos do ex-prefeito paulistano e suas promessas de governo, caso vença a eleição.

O pedido foi deferido pela Justiça, que vetou a propaganda. Em sua decisão, o juiz auxiliar de propaganda eleitoral Afonso Celso da Silva afirmou que a peça tucana viola a lei "que proíbe o uso de trucagem, computação gráfica, desenhos animados, efeitos especiais, além de terem sido utilizados meios publicitários destinados a criar, artificialmente, nos estados mentais, emocionais ou passivos".

"Isso demonstra que o Doria é fake", afirmou Marinho na caminhada desta terça. "Foi fake como prefeito, é fake como candidato, pois nem sequer fez alguma realização que pudesse servir de imagem em sua propaganda. Teve que recorrer a um banco de imagens dos EUA e da Rússia. Fica mais uma lição e um alerta para nosso povo não entrar em barco furado." Com informações da Folhapress.

18 set 2018


Por Redação
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