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PF busca ex-assessor de Dirceu em nova operação da Lava Jato


A Polícia Federal prendeu na manhã desta quinta-feira (12) Marcelo Sereno, ex-secretário nacional do PT e ex-assessor do ex-ministro José Dirceu, na Operação Rizoma, que investiga fraudes nos fundos de pensão dos Correios e do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados).

Também são alvos da operação o lobista Milton Lyra, ligado ao MDB, o sindicalista Carlos Alberto Valadares, e o ex-chefe de gabinete da presidência dos Correios Adeilson Telles. Os demais alvos são operadores financeiros que enviaram recursos para o exterior, bem como beneficiários da propina, em prejuízo do fundos. Não há políticos com mandato entre os alvos.

Os agentes da PF cumprem, no total, dez mandados de prisão preventiva e 21 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Distrito Federal. As ordens são do juiz Marcelo Bretas, responsável pela Operação Lava Jato, no Rio.

As investigações apontaram que o investidor Arthur Machado, um dos alvos a operação, como responsável por distribuir propina para pessoas ligadas aos fundos de pensão. Ex-sócio da Ágora, ele é atualmente CEO do ATG Group, empresa que lançou uma nova bolsa de valores para concorrer com a BMF/Bovespa.

A reportagem revelou há dois anos que Milton Lyra e Machado operaram em empresas que captaram ao menos R$ 570 milhões do Postalis (fundo de pensão dos funcionários dos Correios).

As investigações apontaram que Machado utilizou o esquema de geração de dinheiro em espécie dos doleiros Vinicius Claret e Cláudio Barbosa. Ambos são acusados de terem operado também para a Odebrecht e para os irmãos Renato e Marcelo Chebar, doleiros exclusivos do ex-governador Sérgio Cabral (MDB).

Barbosa realizou, segundo o Ministério Público Federal, operações de dólar-cabo no valor total de, ao menos, US$ 1 milhão em favor de Lyra. O lobista já foi apontado como operador do senador Renan Calheiros (MDB-AL), e seu nome apareceu em uma anotação apreendida no gabinete do ex-senador Delcídio do Amaral sobre suposta propina de R$ 45 milhões para o MDB.

A propina distribuída por Machado também teve como destinatário Adeilson Telles, chefe de gabinete do ex-presidente dos Correios Wagner Ribeiro. Ele recebeu cerca de R$ 1 milhão, segundo as investigações.

Alvo da operação, Sereno recebeu R$ 900 mil por ordem de Machado em 2013, quando era secretário municipal de Maricá (RJ), apontaram os investigadores.

Já Carlos Alberto Valadares teria recebido R$ 1,2 milhões. Conhecido como Gandola, ele é presidente da Fenadados (Federação. Nacional dos Empregados em Empresas e Órgãos Públicos e Privados de. Processamento de Dados, Serviços de Informática e Similares).

"As investigações apontam que valores oriundos dos fundos de pensão eram enviados para empresas no exterior gerenciadas por um operador financeiro brasileiro. As remessas, apesar de aparentemente regulares, referiam-se a operações comerciais e de prestação de serviços inexistentes. Em seguida, os recursos eram pulverizados em contas de doleiros também no exterior, que disponibilizavam os valores em espécie no Brasil para suposto pagamento de propina", diz a polícia. Com informações da Folhapress.

12 abr 2018


Por Redação
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