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Zoo de Brasília apostou na sustentabilidade e no bem-estar animal em 2017


Proteger, educar e conservar. As premissas do trabalho da Fundação Jardim Zoológico de Brasília são cada vez mais reforçadas pela nova gestão. Além de fazer a manutenção do plantel de 804 animais, a instituição aposta na melhoria do bem-estar dos bichos e em ações de sustentabilidade.

Em 2017, foram iniciadas as readequações nos recintos com o objetivo de aumentar o espaço de refúgio das espécies.

“Plantamos mais vegetação para que o animal tenha onde se esconder, caso queira. Essa é uma forma de deixá-los mais confortáveis”, detalhou o diretor-presidente da instituição, Gerson Norberto, na apresentação dos dados de um ano de gestão, nesta sexta-feira (3).

Recintos como o do tigre-de-bengala-branco receberam mais vegetação para permitir que os animais se escondam, caso queiram, e tenham mais conforto.
Recintos como o do tigre-de-bengala-branco receberam mais vegetação para permitir que os animais se escondam, caso queiram, e tenham mais conforto. Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília

 

Os resultados foram expostos a tratadores de animais, veterinários, biólogos e demais funcionários do zoológico no teatro de arena do parque, que fica na L4 Sul (Avenida das Nações). O quadro de pessoal da instituição conta com 275 colaboradores.

No local onde estão acomodados os felinos, as intervenções já foram feitas. Além da readequação dos espaços, alguns recintos, como o do tigre-de-bengala-branco e o da suçuarana, já receberam bombas de reúso e tratamento de água.

No berçário, foram instaladas placas fotovoltaicas, que estão em fase de testes. O equipamento foi doado em setembro pelo Ministério de Minas e Energia. O órgão entregou ao zoo 240 placas fotovoltaicas, 24 inversores e 52 controladores de carga para implementação de projetos de sustentabilidade.

A instalação deve resultar em uma economia mensal de R$ 6 mil na conta de energia elétrica da instituição.

Além das ações de sustentabilidade, o zoo investiu na atualização das 145 placas de identificação dos animais, para atender a média de 40 mil visitantes mensais.

O diretor-presidente destacou ainda novas parcerias que a fundação tem articulado com outras entidades, como universidades e centros de pesquisa, e com outros oito zoológicos pelo Brasil. “Queremos nos reafirmar como um espaço de referência em conservação, pesquisa e preservação animal”, disse Norberto.

Em 2017, foram assinados termos de cooperação internacional com Bolívia, Chile, Alemanha e Argentina. De acordo com o responsável pela fundação, o programa de educação ambiental já atingiu 100 mil pessoas em 2017.

Para 2018, o objetivo é dar continuidade às ações iniciadas neste ano e investir ainda mais no conforto dos bichos. Estão previstos a instalação de painéis de vidro para proteger os animais do som e de possíveis ataques, como arremesso de lixo ou de pequenos itens, e o adensamento da vegetação nos recintos.

“O desafio é montarmos ambientes cada vez mais naturais”, explicou Norberto. Outro projeto da gestão é criar locais específicos para as espécies características da savana africana e do pantanal brasileiro.

04 nov 2017


Por Redação

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